ENTREVISTA - BRUNO SOUZA

Silvia Marques - Julho / 2003




Nome Completo: Bruno Bezerra de Menezes Souza

Data de Nascimento: 27 / 6 / 1977

Naturalidade: Niterói / RJ

Altura: 1, 92 m

Peso: 95 kg

Posição: Armador Esquerdo

Equipe: Frisch Auf Göppingen (Alemanha) www.frischauf-gp.de


Bruno defendendo a Seleção Brasileira no último Mundial


AH - Quando e como você começou a jogar, e por quais clubes você passou?

Bruno -
Na verdade eu comecei jogando voleibol. Meu pai, João Luiz, foi atleta da Seleção Brasileira de Vôlei e eu comecei a praticar na escola. Meu treinador na época insistia que eu deveria tentar handebol e acabei começando a jogar por acaso, aos 12 anos. O primeiro clube em que joguei foi o Niterói Rugby, onde fiquei entre 90 e 96. De lá fui para a Metodista, onde joguei até 99, ano em que fui para o Frisch Auf.

AH - Como você foi descoberto e como foi sua transferência para a Alemanha?

Bruno -
Um dos diretores do Frisch Auf, que é também diretor da Mercedes Benz, veio para o Brasil inaugurar a fábrica da Mercedes em Juiz de Fora, e nessa viagem fez também uma visita à fábrica de São Bernardo. Ele estava à procura de um jogador de handebol, e ao saber que a Metodista era a principal equipe brasileira foi até lá pedir informações. Ele acabou sendo levado até o Alberto Rigolo, que falou a meu respeito, apesar de na época eu não pertencer mais à Metodista, estava fechando um contrato com o Vasco, queria voltar para o Rio. Um mês depois desse contato, aconteceu o Mundial do Egito, em que o Brasil jogou contra a Alemanha. Eu joguei muito bem aquela partida, marquei 9 gols, e o jogo foi transmitido ao vivo na Alemanha. Depois disso, esse diretor voltou a entrar em contato e me enviou duas passagens para a Alemanha. Convidei o Alberto para ir comigo, pois havia sido justamente ele o primeiro a me indicar, fomos até lá e deu tudo certo!

AH - De quais Campeonatos Mundiais você participou?

Bruno -
Mundial Júnior na Argentina em 95, Mundial Júnior na Turquia em 97, Mundial Adulto no Japão em 97, Mundial Adulto no Egito em 99, Mundial Adulto na França em 2001 e Mundial Adulto em Portugal em 2003.


Bruno na partida contra a Argélia, durante o Mundial de Portugal


AH - Você sempre foi um talento nato ou se transformou no grande jogador que é hoje através de muito treinamento, se aperfeiçoando com o tempo?

Bruno -
Eu treino demais, sou viciado em treinamento! Isso ajuda, é claro, mas quanto ao dom, desde muito pequeno eu já me destacava aqui no Brasil, desde o meu primeiro campeonato escolar tive um destaque, marquei mais de 60 gols em 5 jogos. Joguei Campeonatos Brasileiros em todas as categorias de base, infantil, cadete, infanto, enfim, e fui artilheiro e eleito melhor jogador várias vezes. Mas claro que tudo melhora com muito treinamento.

AH - Em quê você se modificou depois de sua ida para a Alemanha?

Bruno -
Mudei bastante nesses quatro anos... Todo mundo me dizia que eu precisava ter mais postura de armador, sempre olhando para o alto, sempre procurando o pivô, e como eu sou muito veloz de finta, de um contra um, tive também que aprender a ser veloz na hora certa. Se você joga o tempo inteiro 100%, no final você vai acabar conseguindo ser 70, 80%... Então é melhor você ser 60% e na hora de decidir a jogada, conseguir imprimir algo próximo do 100% do seu potencial. Eu jogava numa velocidade muito alta o tempo todo, e no decorrer do jogo minha média acabava caindo. Agora, jogando mais tranqüilo, entendendo melhor o jogo, consigo ser mais agressivo e mais eficiente na hora certa.

AH - Como foi o seu início lá, sua adaptação ao país?

Bruno -
Foi bem difícil. Com relação ao handebol foi até muito tranqüilo, cheguei com muita vontade, treinando muito, o mais difícil foi realmente a vida pessoal, me sentia muito sozinho, tive que me adaptar ao inverno rigoroso, moro no Sul da Alemanha, próximo dos Alpes Suíços, e o inverno é de - 15°C, com muita neve. Agora eu estou bem, tenho muitos amigos lá, tenho uma namorada alemã e estou muito feliz.

AH - Os jogadores alemães te respeitaram desde o início, ou você foi subestimado por vir de um país sem tradição no handebol?

Bruno -
Foi muito engraçado, quando eles souberam que estava chegando um brasileiro ninguém nem acreditou... Mas logo nos primeiros treinamentos, nos primeiros jogos, já passaram a me respeitar muito, a me aceitar muito bem, a entender o meu estilo de jogo. Eu também me adaptei facilmente aos treinamentos e estava sempre buscando jogar muito bem, fazer gols e alcançar resultados, dessa forma consegui ser respeitado rapidamente e da maneira mais correta. Também me respeitaram desde o início por eu ter participado de Campeonatos Mundiais, isso é muito importante para eles, ter jogado pela Seleção, contra equipes fortes.

AH - Você tem um carisma, uma postura um pouco diferente dos alemães. Você conquistou a torcida com isso?

Bruno -
Total! Tenho muito contato com a torcida, especialmente com as crianças, depois dos jogos passo quase 40 minutos dando autógrafos enquanto os outros atletas saem com seguranças, vão direto para o vestiário. Eu sempre peço para ficar, gosto muito desse contato e isso conquistou o carinho do público.

AH - A cidade onde você mora é relativamente pequena, com cerca de 80 mil habitantes. Você tem status de estrela na cidade, é muito assediado e reconhecido pelas pessoas?

Bruno -
Muito, é bem difícil às vezes fazer coisas simples, como ir ao supermercado ou jantar com a namorada, ela até reclama que não dá para jantar em lugar nenhum sem que apareça alguém pedindo autógrafo! Tenho que me acostumar e conviver com isso, alguns fãs são muito educados mas alguns passam dos limites e às vezes tenho até que pedir que me deixem viver a minha vida pessoal. As pessoas me reconhecem bastante, acontece até de às vezes não quererem me deixar pagar a conta em restaurantes ou lojas!

AH - Dizem que você foi o principal responsável pelo Frisch Auf ter ido para a 1ª Liga Alemã. É verdade?

Bruno -
É... (risos) O Frisch Auf estava há 12 anos na 2ª divisão, e no ano em que a gente subiu, eu fui o melhor jogador da 2ª divisão e o artilheiro da Liga. Eu fui um dos maiores responsáveis, mas não "o" responsável, o mérito é da equipe toda, principalmente do técnico, por ter conseguido fazer a equipe se concentrar até o último minuto, tanto que fomos campeões da 2ª divisão com três rodadas de antecedência. Fui um dos responsáveis, dizem que com grande parcela de responsabilidade em alguns jogos, mas eu gosto de dividir tudo.


Bruno é o grande potencial de sua equipe na Alemanha


AH - Você se lembra das suas conquistas individuais na Alemanha? Artilheiro, melhor jogador...

Bruno -
Em 99 fui vice-artilheiro da 2ª divisão. Em 2000 fui artilheiro e melhor jogador da 2ª divisão. Em 2001, nosso primeiro ano na 1ª divisão, fui vice-artilheiro da Liga com 180 gols, o que foi um escândalo total por se tratar de uma equipe que tinha acabado de subir e de um estrangeiro do Brasil! Em 2002 fui para o All-Star Game (jogo amistoso entre os jogadores eleitos os melhores em suas posições pelos torcedores) e agora em 2003 fui para o All-Star Game novamente.

AH - E como é a sua rotina de treinos lá?

Bruno -
Na pré-temporada, durante um mês e meio treinamos diariamente, duas vezes ao dia. Durante a Liga, de Setembro a Maio, treinamos um período na Segunda Feira, dois períodos na Terça e na Quarta, e um período na Quinta e na Sexta. Sábado temos jogo e Domingo fazemos algum tipo de treinamento físico. Às vezes essa rotina muda porque em algumas épocas jogamos Quartas e Sábados. Mas treinamos todos os dias, sem folga, mesmo que seja só uma corrida. A rotina é voltada totalmente ao treinamento, se não estamos na quadra, estamos na academia ou na fisioterapia.

AH - E nenhum jogador tem algum outro tipo de ocupação?

Bruno -
Na 1ª divisão, 90% dos jogadores são profissionais.

AH - Os jogadores europeus têm bastante longevidade, não é anormal jogarem até quase 40 anos de idade. Você tem planos de uma carreira longa?

Bruno -
Não sei, não faço muitos planos na minha vida, não... Eu sou um cara que de repente se daqui a dois anos eu sentir que está tudo muito bem, resolvo parar de jogar handebol e ir morar na Austrália! Fazem muitos planos para mim, de que eu vou estar jogando muito com 29, 30 anos, mas eu mesmo não tenho a mínima idéia do que vai acontecer daqui dois anos, quando vencer o meu contrato. Dizem lá no Frisch Auf que eu nunca vou sair de lá, que sempre que tiver uma proposta eles vão cobrir, espero que continue assim pois estou bem feliz lá!

AH - É verdade que o Frisch Auf de fato já cobriu uma proposta MUITO boa que foi feita a você?

Bruno -
É verdade, eu recebi uma proposta do Kiel, que é um clube alemão muito forte, o sonho de todo jogador, metade da Seleção sueca jogava lá... Eles procuravam alguém com o meu perfil e quando saiu nos jornais que eu estava sendo sondado por esse clube foi um escândalo e tudo mais! Eu acabei na época optando pela minha qualidade de vida ao invés da fama, já estava tão bem adaptado na minha cidade que resolvi ficar por lá.

AH - Olhando para trás, para quando você começou... Algum dia imaginava chegar onde você chegou? Já se sente completamente realizado hoje?

Bruno -
Não, nunca imaginei que eu viveria o que estou vivendo hoje, mas estou buscando sempre mais, não com relação à minha vida, graças a Deus tenho uma qualidade de vida muito boa e não sou uma pessoa materialista, mas com relação ao meu time, que tenha melhores resultados e que suba na tabela, ou até mesmo no que diz respeito a ir para outra equipe. Já tenho algumas propostas, tenho três propostas de clubes, só posso dizer que estão entre os oito primeiros no Campeonato Alemão, acho antiético divulgar os nomes, e também tenho propostas de clubes fortes na Espanha. Meu contrato vence em Junho de 2005, há um clube querendo pagar a minha rescisão mas pretendo cumprir até o final.

AH - Qual é a principal diferença do handebol europeu para o handebol brasileiro, dentro da quadra?

Bruno -
As principais diferenças são que fisicamente os europeus são muito mais fortes que os brasileiros; no Brasil jogamos com velocidade, o que ainda provoca muitos erros de fundamento, erramos muitas coisas básicas porque queremos fazer tudo com muita velocidade, todos na Seleção Brasileira jogam muito bem, só falta um pouco de paciência e tranqüilidade para mostrarem tudo o que podem; e na Europa o coletivo é importante o tempo inteiro, vários times têm muitas estrelas, mas as estrelas não ganham o jogo sozinhas, então a prioridade é para o coletivo. Os jogadores lá têm também a tranqüilidade de só jogar handebol, aqui no Brasil os jogadores têm outras preocupações fora da quadra que acabam prejudicando, a estrutura que se tem na Europa melhora o rendimento e o psicológico dos jogadores.

AH - Como você avalia as possibilidades do Brasil nos Jogos Pan-Americanos e o que espera do confronto contra a Argentina?

Bruno -
Eu estou super confiante na Seleção Brasileira, temos ainda este mês de Julho para acertar o time e ter certeza do que vamos ter que fazer nesse jogo contra a Argentina. Será difícil, a Argentina também evoluiu demais no handebol, sem contar a rivalidade que existe. Acho que o time que tiver mais cabeça, mais tranqüilidade, que jogar mais handebol será campeão e não o time que bater mais, que confrontar mais. O que irá decidir será a técnica e a tática, e eu acredito muito que o Brasil será campeão.

AH - A Seleção Argentina tem vários jogadores atuando na Europa, você considera isso é um fator importante?

Bruno -
Sim, claro, apesar de que nenhum dos argentinos que está na Europa joga em clubes de 1ª divisão nos países onde estão. Mesmo assim, o contato com o handebol europeu e o ritmo dos campeonatos faz com que eles aprendam e melhorem. Mas isso não significa que tecnicamente sejamos piores que eles, eu acho que muitos brasileiros poderiam estar na mesma situação desses argentinos. O que acontece é que a muitos deles têm mais oportunidades de ir para a Europa do que os brasileiros por terem passaporte europeu, familiares na Europa... Se os brasileiros tivessem essa descendência direta de europeus teriam também facilidade de ir para lá.

AH - Você é um jogador que recebe marcação individual quase sempre. Você acha que isso realmente dá resultado para o adversário? Já aprendeu a lidar com isso e se livrar dessa marcação?

Bruno -
Desde as categorias de base eu jogo com essa marcação individual, eu costumo dizer que o mais importante é que os outros jogadores não fiquem dependentes de mim nesse momento. Se estivermos jogando cinco contra cinco, os jogadores que estiverem no ataque terão mais espaço, se tivermos jogadores que possam ter a tomada de decisão certa, na hora certa e estarem decidindo o jogo, o adversário passa a não ter vantagem nenhuma porque sua defesa fica muito mais exposta. Mas eu já aprendi a lidar com isso, tive que aprender porque há muitos anos eu sofro essa marcação.


Bruno recebe marcação dura dos adversários europeus


AH - Você alguma vez já passou por alguma contusão que te tirou das quadras muito tempo ou colocou em dúvida o seu futuro no esporte?

Bruno -
Não, nenhuma muito grave... Eu só sofri um acidente de carro, em 93, que me deixou três meses sem treinar. Tive um desvio de vértebra e os médicos diziam que eu não poderia mais jogar, que não poderia mais sofrer impacto na região. Mas depois me recuperei, a vértebra voltou ao normal e os exames mostraram que eu poderia voltar a jogar e a tomar pancada. A partir daí passei a ser um jogador bem mais agressivo, sou um jogador que gosta de um contra um, e que apanho bastante também!

AH - Do quê você sente mais falta no Brasil, além da família e dos amigos?

Bruno -
Sinto falta... Da minha família e dos meus amigos! Bom, sinto falta da praia, sou carioca e praia me faz falta, da comida, sinto falta de feijão, farofa, churrasco... Mas o que mais sinto falta mesmo é da família e dos amigos.

AH - Você pretende voltar um dia?

Bruno -
Algum dia eu vou voltar, mas no momento não tenho planos, está tudo dando muito certo pra mim na Europa, gosto muito de viver lá, estou há sete meses morando junto com a minha namorada, que é alemã, ainda não somos casados mas já vivemos juntos. Gosto muito de passar férias no Brasil, mas não sei se me adaptaria a viver novamente aqui.

AH - Ao chegar da Alemanha, você se chocou com a situação do Brasil atualmente?

Bruno -
Totalmente! Sou carioca e o Rio está mais do que nunca violentíssimo, o mais difícil é a desigualdade social, há muitas pessoas com muito dinheiro no Brasil e muitos que não têm absolutamente nada... Eu estive no final de Junho visitando a favela da Mangueira, os projetos sociais que existem lá, e fiquei muito chocado com a forma como as pessoas vivem, em miséria total. Eu moro num país corretíssimo, onde praticamente não existe pobreza, onde tudo funciona, e fiquei espantado com o trânsito caótico do Rio e tudo mais, fazia algum tempo que não vivia uma vida normal no Rio, sempre vinha de passagem, em época de Reveillon, fazia tempo que não pegava um ônibus, não ia para a cidade do Rio, fiquei realmente chocado.

AH - Este é um dos motivos que afastam da sua cabeça a idéia de retornar ao Brasil?

Bruno -
É, muito... Porque eu penso em construir uma família, ter filhos, e não sei se o meu filho teria no Brasil a qualidade de vida que pode ter na Europa. E também, caso eu realmente me case com a mulher com quem vivo hoje, tudo se encaminha para que isso aconteça, acho que ela não se adaptaria a ter uma condição financeira boa e ver ao lado dela pobreza total. Se para nós brasileiros já é difícil conviver com isso, eu imagino como seria para ela, que nunca viveu essa realidade.

AH - Qual você considera ser sua maior qualidade como atleta?

Bruno -
Disciplina, sou muito disciplinado nos treinamentos, e também não tenho medo de errar, tenho uma vontade muito grande de vencer e de representar bem as pessoas que eu sei que estou representando: o handebol do Brasil, os jogadores brasileiros e assim vai...

AH - E você acha que poderia melhorar em algum aspecto? Acha que ainda há espaço para melhorar?!

Bruno -
Muito... Que é isso! Estou sempre tentando melhorar tecnicamente e taticamente, ainda tenho que melhorar muito. Eu tenho esse um contra um muito forte, essa velocidade, mas faltam mais bolas para o pivô, um maior controle do jogo, uma maturidade maior, coisas que fazem com que o jogador cresça muito, técnica e taticamente. Já tenho conseguido alcançar isso na Seleção, mas no Frisch Auf ainda não tive esse espaço, acho que a partir deste ano eu passarei a ter.

AH - O que você diria para o atleta que está iniciando no handebol e acha que para se atingir o alto rendimento é necessário o uso de doping?

Bruno -
Não vale a pena, porque o doping vai ser uma coisa temporária na sua vida, vai te jogar para o alto, vai te proporcionar um rendimento ilusório, que não é seu normalmente, e depois vai te trazer o dobro de problemas do que trouxe de "soluções". Eu sou um lutador pelo treinamento, cada um tem seus limites mas você tem que procurar atingir o seu máximo através de treinamento, sem depender de nenhuma substância.

AH - Algumas pessoas afirmam que onde uma modalidade tem alto rendimento, existe a presença de doping. No caso do handebol, seria na Europa. Estando lá, você vê isso ou acha que não passa de um mito?

Bruno -
Eu acho que é um pouco de mito, pelo menos na Liga profissional alemã os atletas são periodicamente analisados, somos testados antes, durante e depois da Liga, em todas as rodadas há exame antidoping. Nos quatro anos que estou lá, não soube de nenhum caso. É claro que o doping está presente em todas as modalidades, mas está longe da minha realidade, da Liga que eu jogo.

AH - Você acredita que o handebol brasileiro possa chegar à profissionalização?

Bruno -
Acredito, mas isso ainda demora bastante, porque agora está começando a ser estruturada uma base para esta organização. Acho que ainda demora um pouco para que o atleta de handebol seja respeitado e remunerado como profissional no Brasil.

AH - Que recado você deixa para os fãs (você tem muitos fãs no Brasil também), para aqueles que estão iniciando no handebol, e para os torcedores que estarão acompanhando os Jogos Pan-Americanos?

Bruno -
Eu nem sabia que tinha muitos fãs no Brasil! Para quem está começando, eu digo que se você tem um sonho, acredite, como eu acreditei um dia, seja disciplinado para o esporte, passe a amar treinamento, porque treinamento traz resultado, e tenha suas metas, de jogar num clube, de chegar à Seleção ou de ir para a Europa. Tudo isso acontece com muito trabalho, com muito treino e com muita dedicação, portanto se dedique, faça o que você gosta e seja muito feliz jogando! Para os fãs e para os torcedores do Brasil, acreditem na gente, vamos fazer o nosso melhor e acreditamos muito que podemos ganhar este Pan-Americano, ajudem a gente com pensamento positivo porque vamos estar representando o Brasil da melhor maneira possível!

AH - Agradecemos muito a sua atenção, desejamos muita sorte nos Jogos Pan-Americanos e esperamos que cada vez mais você represente o Brasil com sucesso no exterior!




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